Friday, June 10, 2011

O que você viu no seu Flash-Forward? Final

Note bem: Eu tinha abandonado e esquecido o blog, mas deu vontade de retomar. Note bem: Esta seqüência NÃO foi filmada junto com o original, e houve dificuldades para encontrar patrocínio para esta mega-produção, daí a eternidade que demorou esta conclusão.

Bom, a ideia do post é a seguinte: Se vc tivesse um blackout, o que possivelmente veria como seu futuro em 6 meses?

Qual seria seu Flash-Forward?

Eu tive. E o que eu vi passo a relatar abaixo...

Em um dos flashes, vcs me veem frequentando estabelecimentos como esse:

Fiquei desesperado. Era o fundo do poço, e eu sentia minha cabeça tocando nele (sim, é isso mesmo).

Resolvi apelar para a religião. Tornei-me devoto de Eli. Mas não esse:

Conversando com jovens amigos, como esses...

Cheguei até ELI



E então, o milagre...


Assim, ao contrário do que vi no meu flash-forward, a realidade atual é esta:


Onde EU sou o trem chegando.

Por isso, em verdade vos digo: todos temos o poder de mudar nosso futuro.

CORAGEM!!!



Wednesday, June 9, 2010

O que você viu no seu flash-forward? (Parte 1)

Flash-Forward é um seriado norte-americano que, segundo consta, foi cancelado o outro dia na 1a. temporada - que teve 1 capítulo final feito às pressas, (pra n fazer que nem determinado canal brasileiro, que já parou de exibir novela antes do final) mas que foi um season finale - na verdade, um series finale - broxante. A idéia central era um apagão (blackout) ocorrido em uma determinada data, quando todas as pessoas do mundo desmaiaram por 2 minutos e pouco (já nem lembro). Podia ser o piloto de um avião em pleno voo, um cara saltando de para-quedas, coisas assim, ou simplesmente vc estar deitado olhando pras paredes e apagar.

Durante esse apagão, porém, as pessoas tiveram visões (os "flash-forwards") de seu futuro em alguns meses. A série partia da premissa do que poderia ser feito para descobrir as causas desse e evitar um novo apagão (pq milhões de pessoas morreram no primeiro), enquanto focava alguns conflitos pessoais de personagens que lutavam para confirmar (ou não) as visões que tiveram.

Joseph Fiennes, o irmão do Ralph, era pra ser o personagem principal da série (aquele que aparece em 1o. plano nos posteres de divulgação), 



                                          Joseph, o irmão do Ralf




mas o cara é tão insosso que foi difícil até compadecer-me de certas coisas que aconteceram com ele na série.

                         Como por exemplo, ganhar um par desses de presente

De qualquer forma, alguns episódios mostraram passagens e apresentaram diálogos (roteiro) com trechos marcantes e significativos, pelo menos pra mim e pra comunidade  Flash-Forward no Orkut c/ mais de 80.000 membros. Assim, já que estava sem fazer porra nenhuma parei tudo que tinha para fazer, fiquei matutando e resolvi fazer um exercício de raciocínio, esse que está descrito no título.

No início de cada episódio, um dos personagens [o diretor do FBI, o ÚNICO de paletó e gravata na foto acima - alíás, nem vou entrar no mérito - pq mais gostei do que desgostei da série - dos estereótipos do casting: contém 1 negro, 1 oriental, 1 relacionamento interracial (de 1 oriental com uma negra),  1 branco galã wannabe e 1 loira caída do Lost, pra dar 1 tchans - não deu) narrava o seguinte, com uma voz que, de forma irrefutável, indica que ele só pode ser filho do James Earl Jones: (É, fui olhar o que ele falava exatamente pra caprichar um pouco mais)

"On October 6, the planet blacked out for two minutes and seventeen seconds. The whole world saw the future"

Uau.

 (Continua...)


PS: Vai ficar bem maior do que eu pensava, e ainda estou decidindo se vai mais pro lado humorístico ou reflexivo - as if anybody cared.

Saturday, June 5, 2010

Coexistence

I've been living with a mosquito in my room for a year and a half now. We have an understanding. He don't bother me, I don't try and kill him. Sometimes, at night, when the only light on in the room is the pc's monitor's, I can see flashes of him flapping his tiny wings from here to there. You will notice I refer to the mosquito as "him", even not knowing if I'm talking about a male or a female specimen. Anyways, I'm sure there are things I do that piss him off, too.

Rest assured, I'm confident our relationship is healthier than many I had before. And not that odder, too

absent-minded

How a mindfuck can fuck up one's mind so easily is something I'll never completely understand. But you know what? Never mind. Nevermind. I'll just mind my own business and pretend I don't mind. At all.

Maybe I was just born this way.

Who the fuck cares? I mean, who, amongst the rarest of species I GIVE A SHIT ABOUT, would really care?

And if all of the above combined was a possibility, what'd this someone do?

Raw. Sharp.

Sunday, May 16, 2010

O cadeirante

Hoje, domingo, depois de uma noite que eu queria que se prolongasse por dias, sem vontade de levantar e depois de um café da manhã dos campeões (meu apetite está absurdo), talvez até por isso, fui ANDAR. Desci a Angélica, fui dando voltas por dentro pra alongar e diversificar o percurso e as coisas para ver - pq, pra mim, andar por andar é dose (opinião que mudaria em mais alguns instantes), e voltava sempre para a Angélica como referência. Desci até a casa do caralho bastante mesmo.

Até aí nada demais.

Quando cansei de descer e já estava subindo um bom pedaço, a um quarteirão (na Angélica, no sentido de quem sobe) da Av. Higienópolis, percebo um cadeirante.

(imagem: http://4.bp.blogspot.com/_ZKi1Vzhxjr4/SwkGl_5xtSI/AAAAAAAABCw/N5a_WaMSTBo/s1600/cadeirante+2.jpg)

                                           Na foto, um cara mais macho que vc.

Bom, só pra ilustrar, o cara estava todo bem vestido, roupas de marca, tinha lá seus 40 e poucos anos, bem constituído. Mas era um aclive, estava sol, a calçada é uma merda e está toda esburacada (Aqui tem trabalho bem feito e SP é 1 estado cada vez melhor, lembra?). E o cara sozinho.

Pensei por aproximadamente 0,0001 s sobre a possibilidade de o cara me mandar à merda ou se assustar se eu o abordasse. Antes do 0,0001 s passar inteiro, me vi falando:

"Quer 1 forcinha aí, brother, pra onde c tá indo?

Ao que ele responde, com a MAIOR simpatia do mundo, um sorriso no rosto, sem recalque nem frescura nenhuma:

"Quero sim, estou passeando, vou andar na avenida (Higienópolis) e depois vou pro Shopping (Higienópolis)"

Sozinho. E isso obviamente não era um problema para ele mais do que para mim, que posso andar.

Assim que chegamos na avenida do Shopping, ainda perguntei se ele queria que eu o ajudasse a atravessar no farol, ele Nada, já tá bom, daqui eu me viro sozinho.

Subi o resto do caminho, além de me sentindo bem melhor comigo mesmo (pequenos gestos desinteressados tem esse poder) pensando que, apesar de cada um ser cada um e não ser possível falar: olhaí o cara, fodido mas sai pra lá e pra cá, cheio de disposição, PELO MENOS ele é...

a) uma inspiração para por as coisas (problemas) em perspectiva;

b) uma oportunidade de agradecer quem eu acredito, por poder ANDAR. Qual foi a última vez q vc ficou satisfeito, agradeceu ou ao menos teve CONSCIÊNCIA de que pode ANDAR?

c) um cara bacana. Poderia ser 1 miserável com ódio da vida e ter mandado eu cuidar da minha própria quando ofereci ajuda, mas talvez ainda haja pessoas que encaram a vida e/ou o tempo que passam aqui - dependendo do que vc acredita, ou não, como um tempo a ser VIVIDO, em oposição a um tempo simplesmente GASTO, ou pior, dependendo do ponto de vista, desperdiçado.

É CLARO que outro cadeirante em condição social inferior a esse poderia estar revoltado, um monte de coisas são óbvias, eu não nasci ontem e etc e tals, mas a intenção é mostrar um lado positivo nas coisas. Pq lados negativos já não falta quem mostre.

Parabéns ao bacana da cadeira e obrigado por ter feito meu dia melhor.